sábado, 31 de maio de 2008


SUA AUSÊNCIA.




Me sinto só
As vezes.
Sem você
Quase sempre
No vazio
Muitas vezes
Cercada de lembranças
A cada instante
Por isso, poucas palavras servem
Não há como descrever
É uma busca pra esclarecer o obscuro
Uma tentativa vã de querer te atingir
Em palavras a ausência é mais profunda
O vazio é mais só
A esperança é distante
Em palavras a ausência é apurada
Apenas a ausência, pode traduzir a ausência!



Sara Vauthier dos Santos


Foi assim que aconteceu

O céu estava sem estrelas,
A lua brincava de esconde-esconde
O mar negava seu sorriso,
e as ondas em silêncio... inertes!
As praças estavam vazias, nada que lembrasse vida...
No relógio, os ponteiros lentos...
Cada passo era uma triste melodia do acaso
E assim, como se as estrelas tivessem caído...
Como se a lua tivesse sumido...
O mar estivesse em profunda agonia
E as ondas mudas de pavor...
Como se a vida tivesse se tornado nada
E o tempo de velho não mais caminhasse...
E os passos fossem apenas um ir, e não um caminhar ...
Foi assim que aconteceu quando te disse: adeus!

Sara Vauthier

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Precipício


Parada, ao longe
Torna-se parte da paisagem melancólica
Observa seus pensamentos voarem
Voarem e cair no precipício
Um por um.
Imóvel ao vento, não nota
Os pássaros que brincam com seus cabelos...
Uma beleza de pintura.
Uma imagem que se move
Porém, que permanece parada.
Será que espera um sinal?
Será que deseja pular e
Abandonar sua sombra?
Será que espera por alguém?
Não se sabe.
Lá está...
Parada, imóvel... solitária.
Os raios de sol apreciam sua face
E tardam deixá-la a completa solidão.
O vento se diverte movendo o que parece
Ser o único sinal de vida...
A noite deseja surgir,
Uma estrela luta em brilhar.
Mas o Sol deseja ficar.
Melancólica imagem
Que completa a paisagem
De pintura que se move.
Esquece-se em si
No dia que está acabando.
De repente...
É noite!
Não há mais nada lá... ali...
Tudo se mistura na escuridão.
Sumiu!
Foi buscar abrigo
No colo do sol que, devagar, se escondia
Por trás do precipício.





Néli Lima
05 de julho de 2007

segunda-feira, 5 de maio de 2008


És preciosos Meu Amor!

Sinto te informar, mas eu não consigo!
Juro que tentei, mas é humanamente impossível.
Eu nunca encontro as palavras certas,
Elas insistem em desaparecer do meu vocabulário.
A verdade é que, apenas palavras não conseguem explicar,
O quanto és precioso Meu Amor.

Você trouxe de volta o brilho em meus olhos.
Encheu de alegria minha alma.
Prendeu minha vida em suas mãos.
Você cuidou do meu coração.
O seu beijo trouxe a mais linda melodia aos meus lábios.
Como posso dizer com palavras o quanto és precioso Meu Amor?

Sara Vauthier

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Lembrarei



Parece que estou esquecendo.
Esquecendo a tua voz,
O teu toque,
O teu beijo,
O teu sorriso,
O teu cheiro,
O teu carinho,
O teu jeito,
O teu ser...
Perece que estou esquecendo
Como fazias
Como dizias
Como sentias
Como ouvias
Como eras...
Não!
Não se trata de loucura
Eu só não penso mais em ti.

Os dias corroeram as recordações
Como cupins esfomeados.
E só deixaram restos espalhados
Por toda parte
No chão,
No sofá,
Na cama,
Na agenda....
Não há vassouras que limpem
Nem há água que lave.

Mas, pensando bem...
Melhor deixar como estar.
O vento se encarregará de levar
O que ainda há para lembrar.


Acho que estou esquecendo
Esquecendo de lembrar
O que ainda há de esquecer!


Néli Lima
(21/03/2008)