quarta-feira, 9 de abril de 2014
Promessa
Queria escrever um texto criativo
Ou um poema romântico
Poderia até fazer sorrir ou chorar
Queria brincar com as palavras
E falar desse ensejo
Poderia dizer tudo que todos já sabem
Queria ter a minha disposição
Vocabulário inspirado por Eros ou Afrodite
Poderia derramar-me em juras de amor eterno
Queria falar do casamento
E oferecer-me como esposa perfeita
Poderia transbordar promessas mil
Mas como?
Se tudo isso é uma doce novidade para mim?
Não o poetizar ou usar os versos
Para dispor sentimentos e sonhos
E nem o ato de expressar meu amor por você,
Mas o ato de descrever
O que esse momento representa.
O que te serei como esposa
Companheira e cúmplice
Aprenderei contigo todos os dias.
Pois...
Que nos completamos já mostramos
Que nos ajudamos já sabemos
Que nos amamos já sentimos
Agora...
Começaremos daqui a nossa família
Construiremos o nosso lar
Edificados sobre o mais forte
E poderoso alicerce: Deus.
Porém...
Se devo te prometer algo
(Como esposa de primeira e Única viagem)
É que vou te amar a cada amanhecer
Não menos quanto te amei ao adormecer.
Néli Lima Bandeira
23 de março de 2014.
(Dia do nosso casamento, texto lido para meu Amorinho)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Encontrando-se
Sentada diante do mar
Não se importava com a areia arranhando sua pele
Nem com o vento frio que soprava
Muito menos com o deserto que a rodeava
O silêncio urbano a fez ouvir todos os sussurros
Que as ondas traziam
O que lhe ajudou a por em disposição
Seus medos e angustias
Naquele momento o mar era
Seu conselheiro mais sensato
Descarregou suas dores e seus conflitos
E a cada onda a esperança era tecida em seu coração
Aquele era o tempo da mudança
O tempo de deixar para trás os pesadelos
Os sonhos não realizados
As despedidas dolorosas
Aquele era o tempo da afirmação
De novos tempos
De novos sonhos
De novos encontros.
Entregou-se a si mesma
E mergulhou em seus pensamentos
Respirava no ritmo das ondas
Pois já fazia parte do cenário
Agora podia gritar
Todo o equilíbrio das suas insanas emoções
E deixar para quem quisesse saber
Que sentia o mundo sob seus pés.
Sem se importar com a areia em seu corpo
Deixou suas pegadas na praia
E partiu...
Estava livre...
Podia, enfim, viver o amor.
Néli Lima
16 de janeiro de 2014
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