Algumas linhas
tento deslizar
Mas o amor
tomou de mim inspiração.
Como animal
faminto,
Levou para si
meus versos.
Se fecho os
olhos buscando palavras soltas
Encontro teu
sorriso e teu olhar
Contemplando
meu ser,
Desenhando
minha alma
Consumindo de
minha felicidade.
Tento
insistentemente
Reluto
Sonho
E o que me
sobra é dizer que Te Amo.
Como se outros
sons me fossem alheios.
Como se outras
rimas me fossem proibidas.
O amor tomou de
mim a inspiração
Levou-a para si
Transformou-a
em estado de vida
Não deixando
margem para letras
Apenas sentir.
Consolo-me em
transbordá-la em meu ser,
Decalcando-a em
meu rosto...
Não só para ti
preciso escrever,
Mas para quem
ler...
Pois se o amor
É tão ladrão de
verso
Sou, eu, ainda
mais ousada que ele...
Ultrapasso seus
limites
E deixo cicatrizada
profunda marca de palavras
Que são mais
fortes que o tempo
E mais leves
que a nuvem.
O amor, então,
rouba de mim a inspiração...
E eu, por isso,
roubo dele a teimosia...
Escrevo e nada
mais.
Néli Lima
20 de novembro de 2011








