quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Amigos
sábado, 20 de novembro de 2010

Ao bebê que está a caminho...
.
É uma benção, eu sei, mas não sei um montão de coisas...
Pode ser Heitor, ou...
Pode ser Sophia
Se sorrir, ainda não sei
Mas sei que traz alegria
Não conheço seus traços
Mas uno dois conhecidos
E sei que é fruto de todo
Esse amor
Não conheço o seu som
Mas apresento a minha voz
Durante todo o dia, até o momento do: boa noite (na voz masculina)
Não sinto o seu cheiro
Mas sei que exala amor
O seu ser ainda desconheço
Mas entrego todo o meu eu.
(chorando muito)
Néli Lima e Sara Vauthier
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
És
Néli Lima
11 de novembro de 2010.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Espera
Néli Lima
08 de novembro de 2010.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
De onde vem a chuva
Néli Lima
28 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
É só chegar
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Princesa
Ela vinha
Sem subterfúgios
Sem anedotas
Simplesmente: vinha.
Vinha caminhando...
Talvez procurando uma direção...
Talvez encontrando uma direção.
Ela vinha
Sem fábulas
Sem encantos
Simplesmente: vinha.
Vinha num sei de onde...
Queria ir...
num sei pra onde...
Só sei que ela vinha!
Fada-madrinha esqueceu a magia.
Uma abóbora esquecida no encanto.
Ela vinha...
Depois de tantos encontros...
Depois de tantos desencontros.
Vinha buscando
Vinha descobrindo
Vinha, no entanto, aprendendo.
Quem sabe um sapo pelo caminho.
Quem sabe um sapato perdido.
Ela, então, vinha...
E encontrava...
sapos.
E perdia...
sapatos.
E esquecia...
abóboras.
E despercebia....
fadas-madrinhas.
Apólogos de um mundo real?
Ela vinha...
Olhando em volta
Esperando a hora
Sentindo o tempo passar
Desenhando os instantes.
Porque sabia
Porque tinha certeza
Que sonhos,
em estado de Sonhos,
acabam com o despertar do dia.
Que abóboras são desilusões e ensinamentos.
Que fada-madrinha é a vida.
Que os sapatos perdidos são pontes.
E que o príncipe é muito mais que um sapo.
Néli Lima
5 de outubro de 2010.
sábado, 18 de setembro de 2010

.
É um sonho lindo
É verdade que ontem foi vida
Concretização
Mas hoje... hoje são apenas lembrança
De um sonho bom, longo...
Houve toques idealizados
Suspiros emudecidos
Paixão!
Pela manhã a descoberta: era sonho!
Mas ontem, foi gostoso
Teve vida
Corpo, alma, sede, plenitude, urgência
O corpo em plena transcendência...
E o vento sutil invadindo a alma
Como uma espécie de alento e desejo
Um misto de aflição e delicias...
Teve fome
De atitudes desconhecidas
De reconhecimentos...
Sim, ontem foi lindo!
Teve poesia
Sussurrada ao ouvido
Canção de ninar com respiração forte
Nessa poesia teve arrepios na nuca
Extrapolando os limites do corpo
Carinho regados a toques intensos
Depois de carinhos incansáveis...
Teve brisa...
Mais Carinho...
Mais sede...e ...
Foi só um sonho bom?
Sara Vauthier

A NOITE
Essa noite fui sua
Só sua!
Na brisa da noite te senti ao meu lado
Senti teu toque
E nesses toques eu calava
E te sentia
Os teus beijos foram perfeitos
Ardentes e delicados...
Carinho no rosto...
Olhos nos olhos...suavemente: o beijo!
Seu abraço sempre tão acolhedor
Fazia-me flutuar
Calma, amada ...
No teu passeio pelo meu corpo
Te senti tão intenso, tão meu
Que não queria acordar desse sonho só nosso
Entre tantas caricias, me detive naquela que você disse:
“você está cada segundo mais linda, deliciosamente linda”
Envolveste-me esta noite
E me fizestes sentir dependência de sua presença
Assim, despida de qualquer medo
Inteira, intensamente, sua, só sua!
Meu gosto, minha pele, meus mistérios... nessa noite, foram todos seus...
Fui toda sua...
E você essa noite, foi só meu...
Te tive rendido aos meus carinhos
Aos meus beijos
Te tive como sempre sonhei
Só meu!
Te fiz carinhos nas costas...
Deslizei pelo teu corpo
Sentindo tua respiração ofegante
Calei-te e te acarinhei a nuca
Te vi entregue, plenamente meu!
Apesar da sua insistência em me dá prazer
Pude te dar meus carinhos mais intensos...
Te tive essa noite, e amei!
Mesmo agora, aqui quietinha
Te sinto bem de leve...
Esta noite foi nossa, só nossa!
Sara Vauthier
sábado, 11 de setembro de 2010
Notou-se
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Só um momento
Banhava o que ficara para trás
Como se tentasse limpar as desilusões.
Um suspiro, uma lembrança, um sonho...
Partes de um instante.
Nem notou a aurora tentando brilhar.
E que força tinha aquele sol de inverno
Para avisar a sua chegada?
O mar sopra uma brisa fria em suas costas.
O rosto já não sente os grãos de área sob ele.
Seu corpo camuflado permanece deitado,
Desnudo.
Ainda espera um retorno,
Um alguém que, no momento, é qualquer.
Só por uma tal audácia.
Só para sentir... Se sentir.
Suspirou
Mas não o ultimo suspiro
Lembrou
Mas não a ultima lembrança
Sonhou
Mas não era aquele sonho.
Quando o Sol tocou sua pele
Vencendo toda aquela areia que a cobria
Sentiu um quê de vida,
Tentou um quê de vida.
Levantou
Cobriu
Andou
E não mais sonhou.
Néli Lima
1º de setembro de 2010.
sábado, 24 de julho de 2010
MAIS TRISTE
MAIS TRISTE
Triste não é amar...
Triste é não ser amada.
Não é triste não ter amigos,
Triste é não poder abraçá-los
Triste não estar sozinha,
Triste é ser sozinha.
Tristeza não é chorar...
Tristeza é não poder dizer porque chora.
Triste não é partir...
Triste é não poder ir.
Não é triste não ter a quem abraçar,
Triste é ter, e não poder abraçar.
Não é triste querer carinho,
Triste é saber que alguém poderia te dar, e se recusa!
Saudade não é triste...
Triste é não ouvir a voz da pessoa que se ama
Ausência não é triste,
Triste é presença ausente!
Não, não é triste escrever este poema,
Triste é não ter a quem mostrar.
Sara Vauthier S. Dias

Mais um dia
Este outono parece não ter fim...
Só são folhas secas
Vento frio, céu anil... e só!
Tarde gelada.
Tudo cinza
Preto e branco em mim...
Noite chuvosa de outono.
Tudo calmo na rua
E mais um dia...
Nesta triste solidão,
Neste abandono emocional
Mais um dia de outono sem você!
Não dá pra conversar
Nem dá pra ouvir aquela nossa canção
Nem pra assistir Um Lugar chamado Noth Hill
Mais um dia sem você
E sem aquele chocolate quente preparado a dois
E sem teu corpo a me envolver...
E esse outono que parece não ter fim...
E essa solidão que parece me engolir...
E essa espera que não diz ao menos um “sim”.
Eu pensei que os outonos fossem breves
Mas não são... Eles são senhores do tempo!
Enquanto você não chegar... Será sempre outono!
Sara Vauthier S. Dias
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Reescrita

Um dia ela veio
Toda sem graça
Se fazendo de valente
Achando que a vida era só ela.
Outro dia um sinal...
Um som conhecido chama a sua atenção
E um alguém
Que há muito não via.
Uns dias se passam
E ela, antes tão dona de si,
Percebe que vale mais Ser
A dizer o que fazer.
Cada momento é uma ducha.
Turbilhões de sentimentos
Inundam suas teorias
Escorrem-se todas rio abaixo.
Oportunidade!
Palavra que acerca seu pensamento!
Nunca esteve tão perto do “sim”...
Mas toma emprestado um conhecido Tom
E pensa ser a hora do sim Um descuido do não.
Pode ser só o temor
De desestabilizar sua vidinha sistemática
Na qual os amigos ancoravam sua solidão
E a labuta anestesiava sua desilusão.
E ela veio
Toda sem graça, dedicada e aplicada.
Tímida em sua essência:
Que se entrega, mas olha para trás.
Lendo uma biografia
Que conhece de có,
Mas desejando uma continuidade
Que ainda desconhece.
E que só outra pessoa
Pode escrever!
Néli Lima
10 de maio de 2010.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Vem pra mim

E espero que eles
Procurem os meus
Para encontrar neles
O meu desejo.
Um mundo verde
Um anjo escondido
Uma liberdade desejada.
Belo mar verde
E ainda espero
Teus olhos encontrarem os meus.
Atração magnificamente tímida.
Duas bocas que só conhecem palavras.
Nem sei mais se sonho
Nem sei mais se desejo
Nem sem, porém, se sonhas
Ou, ao menos, se desejas.
Sei que vejo teus olhos
E busco saber
Como convencê-los
A encontrar nos meus
O princípio de uma
Satisfação suprema.
Vem,
Olha nos meus olhos...
Deseja o meu desejo...
E sente
O calor do meu ‘eu’.
Não se arrependerás.
Mas só me terás
O suficiente para
Não esquecer-te.

Néli Lima
24 de outubro de 2009.








