sábado, 20 de novembro de 2010





Ao bebê que está a caminho...

.
É uma benção, eu sei, mas não sei um montão de coisas...
Pode ser Heitor, ou...
Pode ser Sophia
Se sorrir, ainda não sei
Mas sei que traz alegria
Não conheço seus traços
Mas uno dois conhecidos
E sei que é fruto de todo
Esse amor
Não conheço o seu som
Mas apresento a minha voz
Durante todo o dia, até o momento do: boa noite (na voz masculina)
Não sinto o seu cheiro
Mas sei que exala amor
O seu ser ainda desconheço
Mas entrego todo o meu eu.

(chorando muito)

Néli Lima e Sara Vauthier

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

És


Sem ti sou apenas alegoria,
Uma máscara de repetidos carnavais.
Contigo sou bem mais que apenas dois.
Pois és o afago dos meus sonhos.
És o embalo dos meus pensamentos.
És a minha inspiração.
Minha fonte de carinho potável.
Meu lago de bem-querer.
O vento que espalha bonança.
O despertar do meu sorriso.
Meu brilho nos olhos.
Minha vontade de amanhecer.
O cantar de pássaros
Avisando ao mundo que penso em ti.
És a minha insegurança
E a minha certeza.
És a minha angústia
E a minha calma.
És a minha razão
E a minha emoção.
És, então, o meu nada.
És, por isso, o meu tudo.




Néli Lima
11 de novembro de 2010.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Espera


Só ouvir tua voz ao telefone 
Já não me satisfaz
Só lembrar o teu cheiro
Já não me completa
Só pensar em você sem te ter
Já me tortura o coração.

Se adormeço te encontro em meus sonhos
Mas, ao despertar,
Sinto o frio de estar sozinha
Sem teu corpo para me aquecer.

Sinto falta de tua voz rouca
Que sussura bom-dias
Adoráveis e preguiçosos,
Logo que o sol clareia nosso despertar.
Sinto falta do teu toque
Que arrepia suavemente minha pele
E me faz te desejar.
Quero me entorpercer 
De teus beijos e carícias.
Quero o mais saboroso vício
De te ter em meus braços.

Olhar em teus olhos
E ressacar um sorriso de completude.
Se sou tua
Não preciso mais dizer.
Se és meu
Aguardo a brisa soprar
Novamente
Teu bem-querer
só para mim.


Néli Lima
08 de novembro de 2010.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

De onde vem a chuva





Olha lá
Que pequena triste
Nasceu para chorar.
Naquele mundinho em que vive
Cada dia chove
Como cada lágrima cai.
E se as lágrimas não vêm
Um cinza imperador
Pinta todo o céu crepuscular.
Uivos de choro
Acompanham o vento por toda a parte.

Olha lá
A pequena triste...
Nasceu para chorar.

Se se desata a derramar seu salgado fardo
Não tem rio que não sangre...
Não tem flor que não se afogue.
Não sobra nem barro e nem pedra.
Se só chora de cair um pingo...
Gotículas sucumbem do cinza
A aguar um tímido verde que insiste em aparecer.

Ah! Que pequena triste!
Nasceu para chorar.
Melancolia é o seu nome.
Soturna é a sua vida.
Vai seguindo assim...
Nublando, Chuvando, Chorando... vivendo!

Néli Lima
28 de outubro de 2010