segunda-feira, 24 de março de 2008

Inerte

Inerte, parece não sentir nada.
Um sorriso mascara sua dor.
Como um dom, disfarça sua angustia.
Solitária e triste vive de aparência.
Não pode ver o arco-íris.
Já não acredita no amor.
Desiste do que é ser feliz.
Ilusões, decepções, caminhos não traçados...
Caminhos que não foram seguidos.
Tudo é tão frívolo.
Tudo é tão impossível.
Com seu olhar distante não
Percebe a borboleta azul que lhe beija.
Inerte, não sente o sopro de vida
que toca sua face.
Não ouve a chuva cair.
Não sente a pele molhada.
Não vê o dia passar.
Não percebe o brilho da
Lua cheia que surge.
Lua que ilumina todo um novo caminho.
Porém, inerte, não percebe que
novas vidas vão e vem.
Solitária em si, permanece
Inerte.

(10/07/07)

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