terça-feira, 2 de agosto de 2016

Nectarino



Ela sentia que as noites eram doces,
Mas não percebia que sonhava.
Ela acreditou que estrelas voavam,
Mas não entendia porque eram cadentes.
Cada pensamento lhe custava um suspiro.
Cada recordação lhe caramelizava uma intuição.
Enquanto passeando desatenta pelo céu da boca...
Caiu no limbo do amor da maçã-do-amor.
Em seus olhos, um afável brilho
Insistia em mantê-los fechados.
Pois se noites adoçadas são tão raras...
Então, para quê findar os sonhos?
Para cada estrela cadenciada,
Um desejo renovado.
E gotinhas de mel escorriam de seus encantos.
Sabia, ela, que...
As dores eram mordaz.
Mas os sorrisos...
Ah! Os sorrisos...
Os sorrisos tão melódicos...
Metamorfoseiam sonhos
Em lindas e formosas realidades...
Coloridas e leves...
Que revoluteiam a vida.

Néli Lima
2 de agosto de 2016. 

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