Queria
escrever um poema
Para, quem sabe, homenagear os professores.
Pela data reservada, em 200 dias letivos,
Em 365 – às vezes 366 – dias do ano,
Pensando ser essa a profissão que me encaixei
Que, por um acaso do destino, escolhi.
Mas os versos se perdiam
E as palavras simplesmente
Teimaram em não vir.
Tentei inspiração teórica
Uma pesquisa sobre a data
Descobertas históricas
Tantas coisas que envolvem essa data
E tantas outras datas, em cada país.
Tentei buscar no dicionário
Tentei pensar o porquê da minha escolha
Tentei lembrar as boas palavras dos amigos
Tentei recordar os sorrisos e carinho dos alunos
Tentei...
Nas tudo fora inútil.
Pois junto com os sorrisos, os carinhos
A fé e esperança de mudar o mundo
Veio o descaso
A violência (verbal e física)
A desvalorização
O desrespeito.
Sou professora, ainda com orgulho
Sou professora porque é o que sei ser
Sou professora
Formadora de opinião
Sou professora
Defensora dos meus jovens
Sou professora
Cheia de ideias e ideologias
Sou professora por profissão
Mas, de vez em quando, por amor.
Queria ter lindas palavras
E dizer que o amor me faz feliz
Ao acordar às cinco da manhã
Depois de passar horas preparando
Um material interessante
E percorrer turmas
Tentando os entusiasmar
Com uma novidade
Com um diferencial
Mas voltar para casa apenas cansada.
Então cheguei nestas palavras:
15 de outubro
No Brasil, dia dos professores
Feriado nacional
Algumas escolas se organizam
Oferecem aos antes chamados Mestres
Uma homenagem, um passeio, uma canetinha...
Às vezes uma caneca
Fora as comemorações que saem
De nosso nem tão exemplar salário.
Dia 15 de outubro
Há muitos anos
Era o dia que os jovens levavam,
Para escola, frutas e doces
Para seus professores.
Figura importante e de respeito,
Aquele que muitos queriam seguir.
Hoje
Só mais um feriado
Agradecido pela classe
Um momento de descansar
Daquele jovem que quer ser o rei da escola
Daquele jovem que diz que paga do “seu” salário
Daquele jovem que pergunta: É para copiar?
Daquele jovem que sai da sala e entra quando quer
Daquele jovem que joga papel no chão, quando não o transforma
Em uma bolinha e joga em você.
Daquele jovem que não tá nem aí (afinal, o problema é nosso)
para suas noites mal dormidas
Preparando a melhor aula do mundo para ele
Daquele jovem que ameaça
Daquele jovem que cumpre a ameaça
Daquele jovem vítima do sistema
E não só desses jovens (que pode ser um só)
Mas, também, dos governantes sanguessugas
Que absorvem nossas energias
Como esponjas esfomeadas,
Dos donos de escolas
Que ditam regras e mais regras
E nos atam as mãos impedindo sermos
Nós mesmos, mas meros fantoches
Padronizados aos seus padrões.
15 de outubro
Dia do professor, no Brasil
Dia de pensar...
Vale, mesmo, a pena???
Se Sim...
Então... vá (vamos) em frente
Pingando nossas opiniões
E buscando a revolução
Temos muito para mostrar ao Brasil
Tantos gritos presos
Tantos sonhos abarrotados
Às vezes temos apoio da sociedade
Às vezes nem tanto assim
Se Sim...
Levante a cabeça
Aceite as batalhas
Não desista diante da luta
Pode ser que virem guerras
Pode ser que pimenta vire arma
A polícia esteja contra nós
Mas pode ser que não nos calem
Mas pode ser que nosso brado seja ecoado
E
Quem sabe
Quem sabe
Um dia... os versos venham mais fáceis
E as palavras sejam para enaltecer
Tão nobre (?) área profissional.
Agora, caso se Não... sabemos o que fazer.
Para, quem sabe, homenagear os professores.
Pela data reservada, em 200 dias letivos,
Em 365 – às vezes 366 – dias do ano,
Pensando ser essa a profissão que me encaixei
Que, por um acaso do destino, escolhi.
Mas os versos se perdiam
E as palavras simplesmente
Teimaram em não vir.
Tentei inspiração teórica
Uma pesquisa sobre a data
Descobertas históricas
Tantas coisas que envolvem essa data
E tantas outras datas, em cada país.
Tentei buscar no dicionário
Tentei pensar o porquê da minha escolha
Tentei lembrar as boas palavras dos amigos
Tentei recordar os sorrisos e carinho dos alunos
Tentei...
Nas tudo fora inútil.
Pois junto com os sorrisos, os carinhos
A fé e esperança de mudar o mundo
Veio o descaso
A violência (verbal e física)
A desvalorização
O desrespeito.
Sou professora, ainda com orgulho
Sou professora porque é o que sei ser
Sou professora
Formadora de opinião
Sou professora
Defensora dos meus jovens
Sou professora
Cheia de ideias e ideologias
Sou professora por profissão
Mas, de vez em quando, por amor.
Queria ter lindas palavras
E dizer que o amor me faz feliz
Ao acordar às cinco da manhã
Depois de passar horas preparando
Um material interessante
E percorrer turmas
Tentando os entusiasmar
Com uma novidade
Com um diferencial
Mas voltar para casa apenas cansada.
Então cheguei nestas palavras:
15 de outubro
No Brasil, dia dos professores
Feriado nacional
Algumas escolas se organizam
Oferecem aos antes chamados Mestres
Uma homenagem, um passeio, uma canetinha...
Às vezes uma caneca
Fora as comemorações que saem
De nosso nem tão exemplar salário.
Dia 15 de outubro
Há muitos anos
Era o dia que os jovens levavam,
Para escola, frutas e doces
Para seus professores.
Figura importante e de respeito,
Aquele que muitos queriam seguir.
Hoje
Só mais um feriado
Agradecido pela classe
Um momento de descansar
Daquele jovem que quer ser o rei da escola
Daquele jovem que diz que paga do “seu” salário
Daquele jovem que pergunta: É para copiar?
Daquele jovem que sai da sala e entra quando quer
Daquele jovem que joga papel no chão, quando não o transforma
Em uma bolinha e joga em você.
Daquele jovem que não tá nem aí (afinal, o problema é nosso)
para suas noites mal dormidas
Preparando a melhor aula do mundo para ele
Daquele jovem que ameaça
Daquele jovem que cumpre a ameaça
Daquele jovem vítima do sistema
E não só desses jovens (que pode ser um só)
Mas, também, dos governantes sanguessugas
Que absorvem nossas energias
Como esponjas esfomeadas,
Dos donos de escolas
Que ditam regras e mais regras
E nos atam as mãos impedindo sermos
Nós mesmos, mas meros fantoches
Padronizados aos seus padrões.
15 de outubro
Dia do professor, no Brasil
Dia de pensar...
Vale, mesmo, a pena???
Se Sim...
Então... vá (vamos) em frente
Pingando nossas opiniões
E buscando a revolução
Temos muito para mostrar ao Brasil
Tantos gritos presos
Tantos sonhos abarrotados
Às vezes temos apoio da sociedade
Às vezes nem tanto assim
Se Sim...
Levante a cabeça
Aceite as batalhas
Não desista diante da luta
Pode ser que virem guerras
Pode ser que pimenta vire arma
A polícia esteja contra nós
Mas pode ser que não nos calem
Mas pode ser que nosso brado seja ecoado
E
Quem sabe
Quem sabe
Um dia... os versos venham mais fáceis
E as palavras sejam para enaltecer
Tão nobre (?) área profissional.
Agora, caso se Não... sabemos o que fazer.
Néli Lima
14 de outubro de 2013
(profª de Português e Redação há, poucos, 6 anos)
14 de outubro de 2013
(profª de Português e Redação há, poucos, 6 anos)

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