O amor veio de mansinho
Como a carência de um gato
Curtindo o sorriso pudico
E o olhar fugidio
Foi (se) ficando e se instalando
Tomando conta de todo o coração
- Respiração mais parecia
Que ritmava a pulsação -
O amor chegou meio cauteloso
Talvez por receio da certeza
de que o falar sozinho seria rotina
E sonhar acordado
Entregaria o suspiro até ali guardado.
O amor fez moradia
Aconchegou-se no acalento
De duas almas que se descobriram
Peças essenciais
No quebra-cabeça
Da realização plena.
- E fez-se feliz -
Néli Lima
08 de outubro de 2010
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